quinta-feira, 10 de junho de 2010

Plano motivacional

[Postado por Flavio Ferrari]

Sempre que viajo a outros países procuro aprender o que posso sobre a cultura local.  É uma das coisas que mais me encanta do ponto de vista pessoal.
E, profissionalmente, aproveito para conhecer novos negócios e técnicas de gestão.
Nesta rápida visita ao Paraguay chamou minha atenção um aspecto em particular relativo ao plano motivacional para os jogadores da seleção Albiroja (vermelha e branca, como é carinhosamente chamada a equipe daquele país).
O Diário Popular, na sua edição internautica, publicou uma nota na seção "A puro chisme" (chisme é fofoca em espanhol) com o título "Asi se alienta la Sele" (assim se motiva a seleção), ilustrada com a foto produzida pelas "rubiazas" (louras) Janet Gamarra, Luz Cena y Priscila Samaniego, produzida com a intenção abnegada de animar o esquadrão paraguaio.
Aqui, na terra do samba e do carnaval, Dunga não acredita na eficiência do futebol pós-coito e exige o celibato na concentração.
Perguntei a um consultor especializado no assunto se não valeria a pena, pelo menos, oferecer uma premiação equivalente pelas vitórias o que seria feito, obviamente, após cada jogo.
Ele me respondeu que após profundos estudos conclui-se pelo modelo de equivalência financeira, já que as preferências dos jogadores da seleção, mesmo sem o Ronaldo, podem variar.
Eu rebati dizendo que considero que o dinheiro é um prêmio muito sem graça ao que ele me respondeu:
- Meu caro, na quantidade que eu e você ganhamos, até pode ser ....
Assunto complexo ... acho que vou ter que entrevistar las rubiazas na próxima visita ao Paraguai.

Reflexões numa noite fria...

[Postado por Anne M. Moor]

Prozac Café, tão carinhosamente nomeado por um grupo que, cutucados pelo Ernesto e o Flávio, criaram este espaço para abrigar nossos amigos da blogosfera que não tinham blog. Lu, pessoa linda, profunda e amiga sincera de muitas conversas e trocas de ideias. Ana Castillo, da Espanha, poeta sensível com uma vida riquíssima e companheira do "café". António que com suas pinturas e escritos nos conquistou a todos. Udi, viva, amiga e companheira da caminhada e dos momentos de instrospecção. Walmir, que começou singelamente com seu blog a nos encantar com sua escrita sensível. Jorge Lemos, nosso poeta mor e contador de causos sensacionais. Angela que se juntou a nós com seus comentários e suas ideias inteligentes. Érica, nossa caçula no Café, com uma efervescência contagiante. Amanda, no meio de viver sua vida e construir a família... Carol, que transborda no Café vez por outra e nos diverte com seus escritos - bem filha do pai... Estrelinha, em meio ao seu curso de Direito nos fazendo rir com suas histórias. Gui com suas histórias tão bem escritas sobre o cotidiano. Raquel, que se juntou a nós depois de uma temporada aqui em casa. E alguns que nos acompanhavam silenciosos neste café em um encontro muito louco. Ah, sem esquecer a Tina, nossa professora de sempre, querida, didática e competente! Saudades deste encontro muito louco, de todos nós que sumimos daqui.

terça-feira, 11 de maio de 2010

O VELHO QUE FAZIA CESTOS

[Postado por A.Tapadinhas]


O Homem que Fazia Cestos
Desenho Tinta da China sobre papel 32x24cm

Num dia igual a outros, dirigia-me para casa e, ao fazer a rotunda da Moita, olhei naturalmente para o terreno baldio que continua a existir, paredes-meias com a catedral de consumo ali implantada. E reparei nela.
Estava junto às cinzas das inúmeras fogueiras acesas durante o Inverno, no que me pareceu uma posição tranquila de descanso, indiferente a quem passava, um tímido raio do sol da manhã a acariciá-la.
Passados uns dias, não sei se muitos, porque à medida que envelheço, os dias ficam pequenos para fazer as coisas importantes que fui adiando, voltei a vê-la.
Passava, lentamente, em frente da taberna, sem olhar para nenhum lado, os olhos, melhor, todos os sentidos agarrados às pedras da calçada. Pareceu-me mais magra e suja.
Atravessou a rua com o seu passinho miúdo, não olhou sequer para dentro do quartel da GNR, seguiu em frente, fez a curva que a levou à ponte sobre o rio da Moita, deteve-se durante alguns segundos e continuou a caminhada até ao local onde, pela primeira vez, a tinha visto sem companhia.
Confesso que a sua imagem esguia, o seu andar algo incerto, ficaram gravados no meu espírito, traduzindo uma sensação amarga de esquecimento e abandono.
Passados mais alguns dias, voltei a encontrá-la. Estava sentada junto às palmeiras do largo da praça. Pareceu-me ainda mais magra, dando a sensação que só a pele segurava o seu frágil esqueleto. Mas estava vigilante: procurava com o olhar alguém que nunca mais aparecia. Quando se voltou para mim, nos seus olhos vi todo o desespero do mundo.
Esse olhar atingiu-me como se tivesse disparado um dardo que mais do que atingir o coração, me abriu a cabeça, numa súbita compreensão do drama.
"Morreu, ou está internado no hospital, ou, ainda pior, no asilo, esse arquivo de mortos adiados. Estará preso?"
Se morreu, só Deus pode ressuscitá-lo.
Senhor Doutor, senhor Guarda, senhor Juiz: "Soltem-no!".
Esse homem não é um vadio. Nem pode ser um criminoso: tem tanto amor para dar. Eu sei que veste roupas andrajosas, está sujo, cheira mal, a suor e a vinho. Mas não pedia esmola: vendia o produto do seu trabalho. Estou pronto a testemunhá-lo. Comprei-lhe muitos cestos de cana que tenho em casa, como prova do que afirmo.
Apreciei, algumas vezes, nas manhãs frias de Inverno, ele junto da fogueira, perto da barraca onde dormia, a cortar e a alisar as canas que utilizava no fabrico dos seus cestos, com os quais, julgava eu, conquistava a sua independência, o seu direito de viver em liberdade.
Posso testemunhar, também, senhor Doutor, senhor Guarda, senhor Juiz, que não sei se ele comia restos ou não, o que sei é que para a sua companheira, comprava o que de melhor havia no mercado. Foi ele que me pediu, à porta do supermercado:
-" A mim não me deixam entrar. Tem aqui cinco euros. Por favor, compre duas latas de Pedigree para a minha cadela."
Ouviram, senhores Médicos, Juízes, Guardas: Soltem-no!
Senhores da Liga dos Direitos dos Animais: a cadela ainda lá estava ontem, à espera. Recusa-se a comer.
Apressem-se! Temos pouco tempo para os salvar!

domingo, 9 de maio de 2010

Pequena indulgência dominical

[Postado por Flavio Ferrari]

Jantar frugal: capelete de queijo ao molho de tahine puxado no curry com uma pitada de canela e servido com raspas de castanha do Pará ...
Fui muito gentil comigo ...

Mãe - Um Beijo Carinhoso

[Postado por Walmir Lima]


Um beijo carinhoso a todas as Mães,

Às que são,
Às que um dia foram
Às que ainda serão.

À maior de todas as Musas - Mãe.

Walmir Lima

Imagem: "Mother and Child" by Pablo Picasso
.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Convite

[Postado por Udi]


Assinam o convite: Udi e Raul (Tuca Ferreira)

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Fotografia

[Postado por Carol Dias]

Sempre escutei ótimas historias sobre os fotógrafos da minha família.
Papai e tio Ari, segundo a minha mãe (suspeitiiissima), eram exímios fotógrafos.
Tenho alguns filtros e acessórios aqui em casa, mas só pra apreciação. Não servem pra minha Canon.
A paixão esta no sangue?
No ultimo domingo, com a faculdade, fui ao zoológico de SP.
E que surpresa boa! Não esperava que fosse quase um parque de diversão para nós!
Entre 534 fotos, separei duas que acho especial.
Um dia lindo, um clima ótimo e bons amigos do lado.
Com preferências em comum, um deles me deu a idéia: usar a lente dos meus óculos como filtro.
Nem de longe é a coisa mais inovadora, mas pra mim foi incrível. O momento registrado e o efeito.


Sem e com efeito da lente. Sem manipulação digital.



Mais no Flickr

Onde o sublime se junta ao geométrico...

[Postado por Anne M. Moor]

Um trabalho sobre política, moral, um pouco de crítica, até um manual na arte de falar em público seria, outras coisas estando iguais, tão melhor por ter sido escrito por um estudioso da geometria. (Bernard Fontenelle - fim Século 17)


`Eu percebo`, disse I, `que o mundo tornou-se tão mecânico que temo que rapidamente nos tornaremos envergonhados dele; eles querem o mundo em grande o que um relógio é em pequeno, que é regular, e depende apenas na eisposição justa de várias partes do movimento. Mas por favor diga-me, senhora, você não tinha uma ideia mais sublime do universo?` (Bernard Fontenelle (1686)


From "Critical Mass - how one thing leads to another" by Philip Ball (2004).
Tradução livre minha...

sábado, 27 de março de 2010

Ardente

[Postado por Udi]




a paixão
a fé
a vida
o coração




Estrela da Terra
Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro

Por mais que haja dor e agonia
Por mais que haja treva sombria
Existe uma luz que é meu guia
Fincada no azul da amplidão
É o claro da estrela do dia
Sobre a terra da promissão.

Por mais que a canção faça alarde
Por mais que o cristão se acovarde
Existe uma chama que arde
E que não se apaga mais não
É o brilho da estrela da tarde
Na boina do meu capitão.

E a gente
Rebenta do peito a corrente
Com a ponta da lâmina ardente
Da estrela na palma da mão.

Por mais que a paixão não se afoite
Por mais que minh'alma se amoite
Existe um clarão que é um açoite
Mais forte e maior que a paixão
É o raio da estrela do noite
Cravada no meu coração.

E a gente
Já prepara o chão pra semente
Pra vinda da estrela cadente
Que vai florescer no sertão.

Igual toda lenda se encerra
Virá um cavaleiro de guerra
Cantndo no alto da serra
Montado no seu alazão
Trazendo a estrela da terra
Sinal de uma nova estação



quarta-feira, 17 de março de 2010

Páscoa para designers

[Postado por Carol Dias]




Ufaaa, não tem outra coisa que eu pense durante o dia.
Então um pouquinho de design no dia da Pascoa:
Designontherocks

Tentando atualizar o portfólio
Fotografia
Trabalhos acadêmicos

sábado, 13 de março de 2010

Civilização e barbárie

[Postado por Udi]

"O poeta existencialista é aquele que jamais se esquece que esse homem civilizado, urbano, sofisticado, é também um animal. Toda sua animalidade, sua sexualidade, suas patologias, seu espírito predador, carnívoro, tudo isso permanece nesse homem. Sublimado, mas permanece. A qualquer momento pode explodir."
Abel Silva em entrevista a Carlos Didier (aqui)

imagem extraída daqui

(ainda pasma com as mortes de Glauco e seu filho e tentando ajudar minha filha a aplacar a tristeza pela perda do amigo Raoni)

Fim de semana

[Postado por Flavio Ferrari]


Cansado de vagar
e posto
a divagar


(inspirado no poema da Anne)

sexta-feira, 12 de março de 2010

Tchau Glauco e Raoni... see you!

[Postado por Udi]

Decerto ele teria algo para dizer e nos fazer rir...

domingo, 28 de fevereiro de 2010

MINICONTO

[Postado por A.Tapadinhas]

Fui visitado por um amigo (http://jefhcardoso.blogspot.com) no meu blogue e, ao retribuir a visita, deparei-me com o conceito de Miniconto.
Buscando na Wikipédia, li:
O guatemalteco Augusto Monterroso é apontado como autor do mais famoso miniconto, escrito com apenas trinta e sete letras:
Quando acordou o dinossauro ainda estava lá.
Assim como o estadunidense Ernest Hemingway é autor de outro famoso miniconto. Com apenas vinte e seis letras, mas por trás das quais há toda uma história de tragédia familiar:
Vende-se: sapatos de bebé, sem uso.

Achei interessante para preencher aqueles tempos mortos em que se está “a pensar na morte da bezerra”, como por cá dizemos.

E é este o meu primeiro Miniconto:

Tempos mortos a pensar na morte.

O meu desafio é para todos os frequentadores do Prozac:

Publiquem aqui os Minicontos se querem ter muitos e atentos leitores.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Dreamcatcher

[Postado por Udi]


Preciso mesmo uma noite de pesadelos para me dar conta de quanto é bom
viver esse sonho de estar acordada?!


imagem extraída daqui: http://www.ekiselev.com/7/