quinta-feira, 10 de junho de 2010
Plano motivacional
E, profissionalmente, aproveito para conhecer novos negócios e técnicas de gestão.
Nesta rápida visita ao Paraguay chamou minha atenção um aspecto em particular relativo ao plano motivacional para os jogadores da seleção Albiroja (vermelha e branca, como é carinhosamente chamada a equipe daquele país).
O Diário Popular, na sua edição internautica, publicou uma nota na seção "A puro chisme" (chisme é fofoca em espanhol) com o título "Asi se alienta la Sele" (assim se motiva a seleção), ilustrada com a foto produzida pelas "rubiazas" (louras) Janet Gamarra, Luz Cena y Priscila Samaniego, produzida com a intenção abnegada de animar o esquadrão paraguaio.
Aqui, na terra do samba e do carnaval, Dunga não acredita na eficiência do futebol pós-coito e exige o celibato na concentração.
Perguntei a um consultor especializado no assunto se não valeria a pena, pelo menos, oferecer uma premiação equivalente pelas vitórias o que seria feito, obviamente, após cada jogo.
Ele me respondeu que após profundos estudos conclui-se pelo modelo de equivalência financeira, já que as preferências dos jogadores da seleção, mesmo sem o Ronaldo, podem variar.
Eu rebati dizendo que considero que o dinheiro é um prêmio muito sem graça ao que ele me respondeu:
- Meu caro, na quantidade que eu e você ganhamos, até pode ser ....
Assunto complexo ... acho que vou ter que entrevistar las rubiazas na próxima visita ao Paraguai.
Postado por
Flavio Ferrari
às
7:47:00 PM
3
comentários
Reflexões numa noite fria...
Postado por
Anne M. Moor
às
7:08:00 PM
10
comentários
Marcadores: Anne
terça-feira, 11 de maio de 2010
O VELHO QUE FAZIA CESTOS

O Homem que Fazia Cestos
Desenho Tinta da China sobre papel 32x24cm
Num dia igual a outros, dirigia-me para casa e, ao fazer a rotunda da Moita, olhei naturalmente para o terreno baldio que continua a existir, paredes-meias com a catedral de consumo ali implantada. E reparei nela.
Estava junto às cinzas das inúmeras fogueiras acesas durante o Inverno, no que me pareceu uma posição tranquila de descanso, indiferente a quem passava, um tímido raio do sol da manhã a acariciá-la.
Passados uns dias, não sei se muitos, porque à medida que envelheço, os dias ficam pequenos para fazer as coisas importantes que fui adiando, voltei a vê-la.
Passava, lentamente, em frente da taberna, sem olhar para nenhum lado, os olhos, melhor, todos os sentidos agarrados às pedras da calçada. Pareceu-me mais magra e suja.
Atravessou a rua com o seu passinho miúdo, não olhou sequer para dentro do quartel da GNR, seguiu em frente, fez a curva que a levou à ponte sobre o rio da Moita, deteve-se durante alguns segundos e continuou a caminhada até ao local onde, pela primeira vez, a tinha visto sem companhia.
Confesso que a sua imagem esguia, o seu andar algo incerto, ficaram gravados no meu espírito, traduzindo uma sensação amarga de esquecimento e abandono.
Passados mais alguns dias, voltei a encontrá-la. Estava sentada junto às palmeiras do largo da praça. Pareceu-me ainda mais magra, dando a sensação que só a pele segurava o seu frágil esqueleto. Mas estava vigilante: procurava com o olhar alguém que nunca mais aparecia. Quando se voltou para mim, nos seus olhos vi todo o desespero do mundo.
Esse olhar atingiu-me como se tivesse disparado um dardo que mais do que atingir o coração, me abriu a cabeça, numa súbita compreensão do drama.
"Morreu, ou está internado no hospital, ou, ainda pior, no asilo, esse arquivo de mortos adiados. Estará preso?"
Se morreu, só Deus pode ressuscitá-lo.
Senhor Doutor, senhor Guarda, senhor Juiz: "Soltem-no!".
Esse homem não é um vadio. Nem pode ser um criminoso: tem tanto amor para dar. Eu sei que veste roupas andrajosas, está sujo, cheira mal, a suor e a vinho. Mas não pedia esmola: vendia o produto do seu trabalho. Estou pronto a testemunhá-lo. Comprei-lhe muitos cestos de cana que tenho em casa, como prova do que afirmo.
Apreciei, algumas vezes, nas manhãs frias de Inverno, ele junto da fogueira, perto da barraca onde dormia, a cortar e a alisar as canas que utilizava no fabrico dos seus cestos, com os quais, julgava eu, conquistava a sua independência, o seu direito de viver em liberdade.
Posso testemunhar, também, senhor Doutor, senhor Guarda, senhor Juiz, que não sei se ele comia restos ou não, o que sei é que para a sua companheira, comprava o que de melhor havia no mercado. Foi ele que me pediu, à porta do supermercado:
-" A mim não me deixam entrar. Tem aqui cinco euros. Por favor, compre duas latas de Pedigree para a minha cadela."
Ouviram, senhores Médicos, Juízes, Guardas: Soltem-no!
Senhores da Liga dos Direitos dos Animais: a cadela ainda lá estava ontem, à espera. Recusa-se a comer.
Apressem-se! Temos pouco tempo para os salvar!
Postado por
A.Tapadinhas
às
7:07:00 AM
11
comentários
domingo, 9 de maio de 2010
Pequena indulgência dominical
Jantar frugal: capelete de queijo ao molho de tahine puxado no curry com uma pitada de canela e servido com raspas de castanha do Pará ...
Fui muito gentil comigo ...
Postado por
Flavio Ferrari
às
10:11:00 PM
2
comentários
Marcadores: Flávio
Mãe - Um Beijo Carinhoso

Um beijo carinhoso a todas as Mães,
Às que são,
Às que um dia foram
Às que ainda serão.
À maior de todas as Musas - Mãe.
Walmir Lima
Postado por
Walmir Lima
às
1:53:00 PM
2
comentários
Marcadores: Walmir
quarta-feira, 28 de abril de 2010
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Fotografia
Sempre escutei ótimas historias sobre os fotógrafos da minha família.
Papai e tio Ari, segundo a minha mãe (suspeitiiissima), eram exímios fotógrafos.
Tenho alguns filtros e acessórios aqui em casa, mas só pra apreciação. Não servem pra minha Canon.
A paixão esta no sangue?
No ultimo domingo, com a faculdade, fui ao zoológico de SP.
E que surpresa boa! Não esperava que fosse quase um parque de diversão para nós!
Entre 534 fotos, separei duas que acho especial.
Um dia lindo, um clima ótimo e bons amigos do lado.
Com preferências em comum, um deles me deu a idéia: usar a lente dos meus óculos como filtro.
Nem de longe é a coisa mais inovadora, mas pra mim foi incrível. O momento registrado e o efeito.
Sem e com efeito da lente. Sem manipulação digital.
Mais no Flickr
Postado por
Carol Dias
às
11:24:00 PM
3
comentários
Marcadores: Carol
Onde o sublime se junta ao geométrico...
Postado por
Anne M. Moor
às
4:43:00 AM
1 comentários
Marcadores: Anne
sábado, 27 de março de 2010
Ardente
a fé
a vida
o coração
Estrela da Terra
Dori Caymmi e Paulo César PinheiroPor mais que haja dor e agonia
Por mais que haja treva sombria
Existe uma luz que é meu guia
Fincada no azul da amplidão
É o claro da estrela do dia
Sobre a terra da promissão.Por mais que a canção faça alarde
Por mais que o cristão se acovarde
Existe uma chama que arde
E que não se apaga mais não
É o brilho da estrela da tarde
Na boina do meu capitão.E a gente
Rebenta do peito a corrente
Com a ponta da lâmina ardente
Da estrela na palma da mão.Por mais que a paixão não se afoite
Por mais que minh'alma se amoite
Existe um clarão que é um açoite
Mais forte e maior que a paixão
É o raio da estrela do noite
Cravada no meu coração.E a gente
Já prepara o chão pra semente
Pra vinda da estrela cadente
Que vai florescer no sertão.Igual toda lenda se encerra
Virá um cavaleiro de guerra
Cantndo no alto da serra
Montado no seu alazão
Trazendo a estrela da terra
Sinal de uma nova estação
Postado por
Udi
às
11:54:00 AM
23
comentários
Marcadores: Udi
quarta-feira, 17 de março de 2010
Páscoa para designers

Ufaaa, não tem outra coisa que eu pense durante o dia.
Então um pouquinho de design no dia da Pascoa:
Designontherocks
Tentando atualizar o portfólio
Fotografia
Trabalhos acadêmicos
Postado por
Carol Dias
às
2:06:00 PM
2
comentários
Marcadores: Carol
sábado, 13 de março de 2010
Civilização e barbárie
"O poeta existencialista é aquele que jamais se esquece que esse homem civilizado, urbano, sofisticado, é também um animal. Toda sua animalidade, sua sexualidade, suas patologias, seu espírito predador, carnívoro, tudo isso permanece nesse homem. Sublimado, mas permanece. A qualquer momento pode explodir."
imagem extraída daqui
(ainda pasma com as mortes de Glauco e seu filho e tentando ajudar minha filha a aplacar a tristeza pela perda do amigo Raoni)
Postado por
Udi
às
11:08:00 AM
13
comentários
Marcadores: Udi
Fim de semana

Cansado de vagar
e posto
a divagar
(inspirado no poema da Anne)
Postado por
Flavio Ferrari
às
9:02:00 AM
5
comentários
Marcadores: Flavio
sexta-feira, 12 de março de 2010
Tchau Glauco e Raoni... see you!
Postado por
Udi
às
6:59:00 PM
2
comentários
Marcadores: Udi
domingo, 28 de fevereiro de 2010
MINICONTO
Fui visitado por um amigo (http://jefhcardoso.blogspot.com) no meu blogue e, ao retribuir a visita, deparei-me com o conceito de Miniconto.
Buscando na Wikipédia, li:
O guatemalteco Augusto Monterroso é apontado como autor do mais famoso miniconto, escrito com apenas trinta e sete letras:
Quando acordou o dinossauro ainda estava lá.
Assim como o estadunidense Ernest Hemingway é autor de outro famoso miniconto. Com apenas vinte e seis letras, mas por trás das quais há toda uma história de tragédia familiar:
Vende-se: sapatos de bebé, sem uso.
Achei interessante para preencher aqueles tempos mortos em que se está “a pensar na morte da bezerra”, como por cá dizemos.
E é este o meu primeiro Miniconto:
Tempos mortos a pensar na morte.
O meu desafio é para todos os frequentadores do Prozac:
Publiquem aqui os Minicontos se querem ter muitos e atentos leitores.
Postado por
A.Tapadinhas
às
12:35:00 PM
20
comentários
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Dreamcatcher
viver esse sonho de estar acordada?!
imagem extraída daqui: http://www.ekiselev.com/7/
Postado por
Udi
às
4:17:00 PM
22
comentários
Marcadores: Udi





