
Nos “Cadernos de Lanzarote”, diz Saramago:
“Em bem e em mal, tudo quanto dos editores se conte é sempre menos do que deveria ser contado.
…
Pior do que isto, é quando os editores têm opiniões, e muito pior é quando as expressam.”
Afirma que alguns editores mesmo quando aceitam o livro são “capazes de aproveitar a oportunidade para tornarem público que o autor, simplesmente, não sabe o que faz. A mim aconteceu-me esta humilhação, com Michael Naumann, que, um dia, em sua própria casa, diante de convidados, declarou alto e bom som que o Baltasar de Das Memorial, ao contrário do que eu havia escrito, não tinha morrido nas fogueiras da Inquisição e vivia feliz e contente com a sua Blimunda. Tentei explicar que seria impossível a alguém, naquelas circunstâncias, amarrado a um poste e com uma fogueira enorme aos pés, escapar com vida, mas Michael Naumann fitou-me severamente e repetiu: “Se eu digo que não morreu, é porque não morreu!”
E, logo a seguir, Saramago, interroga-se: “Desde então tenho vivido a perguntar-me se de facto não me terei enganado, se me terei esquecido de escrever as linhas que faltavam, aquelas que descreveriam a libertação de Baltazar, a fuga, a felicidade com Blimunda.”
Se tudo o que se diz de um editor, nunca chegará ao que deveria ser contado, em bem e em mal, não haverá ninguém que ouse criticar, a pessoa que, numa recensão crítica, se atreva a aventar um pensamento, um molho de pensamentos, numa conversa, que como as cerejas, vêm umas a seguir às outras, a editora, com a conselheira ou a mulher, Pilar, que até poderão ser uma e a mesma pessoa, como as que se vêem nos espelhos, que sendo as mesmas, não o são na realidade, ao sugerir-lhe, ela também, mas por maioria de razão, por estar mais próxima que qualquer pessoa, um final diferente para o “Ensaio sobre a Cegueira”.
Quem está a escrever este texto, não quer ter os louros de uma imaginação fértil, como se fosse um coelho tirado da cartola do mágico, que antes estava vazia, como vazia ficará depois de cumprir a sua missão de voltar à cabeça do seu dono, ou da terra virgem donde nasce uma flor, que, não sabendo, sabemos que estava lá uma semente, porque se lembrou do lançamento do “Ensaio sobre a Cegueira”, exactamente a 16 de Outubro de 1995, com o lamento de não poder precisar a hora em que me ocorreu o pensamento de perguntar ao laureado autor, se alguma vez lhe terá ocorrido um final diferente para o referido Ensaio, e não outro qualquer, porque não teria cabimento estar a misturar alhos com bugalhos, como poderia acontecer se eu, ao falar de coelhos, me lembrasse da competência com que o próprio se avalia ao desnocar a nuca dos pobres leporídeos com uma pancada seca do cutelo da mão…( pag. 176)
Por muito que a imaginação dos homens ainda não tenha dado sinal de esgotamento, se esquecermos aqueles escritores ou pintores, para não falar de outros que poderão sofrer da mesma doença que a seguir descrevo, que depois de escreverem um livro ou pintarem um quadro, bem recebido pela crítica, e dos quais terão recebido fartos proventos, continuam a escrevê-lo e a pintá-lo de diferentes maneiras para serem sempre iguais, ainda podemos pensar que a mulher do médico, em vez de ficar a ver tudo branco, podia continuar com a visão para acompanhar o seu marido, como fez durante a doença inexplicável de toda a gente. Não seria de admirar que, à semelhança do editor, agora poderia ser o agente artístico, logo se levantasse a sua voz a criticar o final feliz, a história cor-de-rosa, o que não seria de todo inesperado, porque todos nós sabemos que o povo tem sempre razão e foi ele que disse, Preso por ter cão e preso por não ter, de acordo com os latinos que já diziam, sabedores que eram, Vox populi, vox Dei…
Para evitar as críticas, como um maometano evita a carne de porco, seria natural que a mulher do médico, embora não goste de tratar assim a heroína de um livro, não me atrevo, se não se atreveu o seu galardoado criador, porque não quis, eu, talvez porque não posso, a dar-lhe um nome, acabasse por sentir que era desleal para os seus companheiros e mormente para o seu marido, que como se sabe também deve ser companheiro, manter o dom da visão e, se aproveitasse das competências dele para fazer a operação que a tornasse igual a todos, e prescindisse dela, dado que em ocasiões já relatadas, a tinha forçado a ver aquilo que não queria.
Esta hipótese, se acaso ocorreu ao nosso agraciado autor, seria liminarmente recusada porque como soe dizer-se, gato escaldado da água fria tem medo e seria um final que conduziria, mesmo o leitor mais desprevenido, para o conto “Em terra de cegos…” (edição portuguesa da Padrões Culturais Editora, de 2008), de H. G. Wells, em que num vale longínquo e quase inatingível, todas as pessoas são cegas há catorze gerações, e por isso já não sabem que são cegas, até chegar um viajante, que lhes fala do mundo exterior e lhes tenta explicar o que é a visão, mas sem resultados, porque também não seria nada fácil explicar a um morcego, se acaso pudéssemos comunicar com ele, que tem capacidades sensoriais como o sonar, que nem eu nem o leitor têm, apesar de o homem o ter inventado para os navios e os submarinos, e agora para as bombas inteligentes, para prescindir dos seus atributos naturais, em compensação duma visão, para ele desconhecida, de tal maneira que seria o desventurado viajante a eliminar a sua visão, como se extirpasse um tumor doentio, que não era de onde vinha, para não ficar prejudicado em relação aos seus agora e para sempre conterrâneos, como poderá confirmar um leitor mais descrente, se se der ao trabalho de ler o conto, como foi escrito pelo seu criador.
A páginas 310 do Ensaio sobre a Cegueira, a mulher do médico, a que não tem nome, o que não deixa de ser estranho para quem escreveu um livro com o título ”Todos os Nomes”, ou talvez não, se por hipótese os gastou todos, diz, Queres que te diga o que penso, Diz, Penso que não cegámos, penso que estamos cegos, Cegos que vêem, Cegos que, vendo, não vêem.
Um leitor mais informado, começaria a achar demasiado óbvias as semelhanças com a “alegoria da caverna” de Platão, o que não sendo um mal em sentido abstracto, começaria a ser um problema para um autor que escreveu “A Caverna”, inspirado na outra, a de Platão, se nos lembrarmos do que foi dito sobre, agora esquecemos os pintores, escritores que vão reescrevendo a mesma obra, só, e não será pouco, pensarão alguns, porque foram vendidos muitos milhares de exemplares, e ganhou alguns prémios de nomeada, talvez o Nobel.
Como por mim já foi escrito, não serei eu a outorgar-me o direito de ser considerado alguém com uma imaginação acima do mais comum dos mortais. Por isso, tenho de encerrar as hipóteses de final para uma obra, que tendo muitos finais à sua disposição, por muitos e bons motivos, como acima tentei explicar, teve o único final possível.
As últimas palavras escritas foram, A cidade ainda ali estava.
Os livros também!
António Tapadinhas
quinta-feira, 24 de junho de 2010
A VISÃO DE SARAMAGO
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A.Tapadinhas
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quinta-feira, 10 de junho de 2010
Plano motivacional
E, profissionalmente, aproveito para conhecer novos negócios e técnicas de gestão.
Nesta rápida visita ao Paraguay chamou minha atenção um aspecto em particular relativo ao plano motivacional para os jogadores da seleção Albiroja (vermelha e branca, como é carinhosamente chamada a equipe daquele país).
O Diário Popular, na sua edição internautica, publicou uma nota na seção "A puro chisme" (chisme é fofoca em espanhol) com o título "Asi se alienta la Sele" (assim se motiva a seleção), ilustrada com a foto produzida pelas "rubiazas" (louras) Janet Gamarra, Luz Cena y Priscila Samaniego, produzida com a intenção abnegada de animar o esquadrão paraguaio.
Aqui, na terra do samba e do carnaval, Dunga não acredita na eficiência do futebol pós-coito e exige o celibato na concentração.
Perguntei a um consultor especializado no assunto se não valeria a pena, pelo menos, oferecer uma premiação equivalente pelas vitórias o que seria feito, obviamente, após cada jogo.
Ele me respondeu que após profundos estudos conclui-se pelo modelo de equivalência financeira, já que as preferências dos jogadores da seleção, mesmo sem o Ronaldo, podem variar.
Eu rebati dizendo que considero que o dinheiro é um prêmio muito sem graça ao que ele me respondeu:
- Meu caro, na quantidade que eu e você ganhamos, até pode ser ....
Assunto complexo ... acho que vou ter que entrevistar las rubiazas na próxima visita ao Paraguai.
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Flavio Ferrari
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Reflexões numa noite fria...
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Anne M. Moor
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terça-feira, 11 de maio de 2010
O VELHO QUE FAZIA CESTOS

O Homem que Fazia Cestos
Desenho Tinta da China sobre papel 32x24cm
Num dia igual a outros, dirigia-me para casa e, ao fazer a rotunda da Moita, olhei naturalmente para o terreno baldio que continua a existir, paredes-meias com a catedral de consumo ali implantada. E reparei nela.
Estava junto às cinzas das inúmeras fogueiras acesas durante o Inverno, no que me pareceu uma posição tranquila de descanso, indiferente a quem passava, um tímido raio do sol da manhã a acariciá-la.
Passados uns dias, não sei se muitos, porque à medida que envelheço, os dias ficam pequenos para fazer as coisas importantes que fui adiando, voltei a vê-la.
Passava, lentamente, em frente da taberna, sem olhar para nenhum lado, os olhos, melhor, todos os sentidos agarrados às pedras da calçada. Pareceu-me mais magra e suja.
Atravessou a rua com o seu passinho miúdo, não olhou sequer para dentro do quartel da GNR, seguiu em frente, fez a curva que a levou à ponte sobre o rio da Moita, deteve-se durante alguns segundos e continuou a caminhada até ao local onde, pela primeira vez, a tinha visto sem companhia.
Confesso que a sua imagem esguia, o seu andar algo incerto, ficaram gravados no meu espírito, traduzindo uma sensação amarga de esquecimento e abandono.
Passados mais alguns dias, voltei a encontrá-la. Estava sentada junto às palmeiras do largo da praça. Pareceu-me ainda mais magra, dando a sensação que só a pele segurava o seu frágil esqueleto. Mas estava vigilante: procurava com o olhar alguém que nunca mais aparecia. Quando se voltou para mim, nos seus olhos vi todo o desespero do mundo.
Esse olhar atingiu-me como se tivesse disparado um dardo que mais do que atingir o coração, me abriu a cabeça, numa súbita compreensão do drama.
"Morreu, ou está internado no hospital, ou, ainda pior, no asilo, esse arquivo de mortos adiados. Estará preso?"
Se morreu, só Deus pode ressuscitá-lo.
Senhor Doutor, senhor Guarda, senhor Juiz: "Soltem-no!".
Esse homem não é um vadio. Nem pode ser um criminoso: tem tanto amor para dar. Eu sei que veste roupas andrajosas, está sujo, cheira mal, a suor e a vinho. Mas não pedia esmola: vendia o produto do seu trabalho. Estou pronto a testemunhá-lo. Comprei-lhe muitos cestos de cana que tenho em casa, como prova do que afirmo.
Apreciei, algumas vezes, nas manhãs frias de Inverno, ele junto da fogueira, perto da barraca onde dormia, a cortar e a alisar as canas que utilizava no fabrico dos seus cestos, com os quais, julgava eu, conquistava a sua independência, o seu direito de viver em liberdade.
Posso testemunhar, também, senhor Doutor, senhor Guarda, senhor Juiz, que não sei se ele comia restos ou não, o que sei é que para a sua companheira, comprava o que de melhor havia no mercado. Foi ele que me pediu, à porta do supermercado:
-" A mim não me deixam entrar. Tem aqui cinco euros. Por favor, compre duas latas de Pedigree para a minha cadela."
Ouviram, senhores Médicos, Juízes, Guardas: Soltem-no!
Senhores da Liga dos Direitos dos Animais: a cadela ainda lá estava ontem, à espera. Recusa-se a comer.
Apressem-se! Temos pouco tempo para os salvar!
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A.Tapadinhas
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domingo, 9 de maio de 2010
Pequena indulgência dominical
Jantar frugal: capelete de queijo ao molho de tahine puxado no curry com uma pitada de canela e servido com raspas de castanha do Pará ...
Fui muito gentil comigo ...
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Flavio Ferrari
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Mãe - Um Beijo Carinhoso

Um beijo carinhoso a todas as Mães,
Às que são,
Às que um dia foram
Às que ainda serão.
À maior de todas as Musas - Mãe.
Walmir Lima
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Walmir Lima
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quarta-feira, 28 de abril de 2010
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Fotografia
Sempre escutei ótimas historias sobre os fotógrafos da minha família.
Papai e tio Ari, segundo a minha mãe (suspeitiiissima), eram exímios fotógrafos.
Tenho alguns filtros e acessórios aqui em casa, mas só pra apreciação. Não servem pra minha Canon.
A paixão esta no sangue?
No ultimo domingo, com a faculdade, fui ao zoológico de SP.
E que surpresa boa! Não esperava que fosse quase um parque de diversão para nós!
Entre 534 fotos, separei duas que acho especial.
Um dia lindo, um clima ótimo e bons amigos do lado.
Com preferências em comum, um deles me deu a idéia: usar a lente dos meus óculos como filtro.
Nem de longe é a coisa mais inovadora, mas pra mim foi incrível. O momento registrado e o efeito.
Sem e com efeito da lente. Sem manipulação digital.
Mais no Flickr
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Carol Dias
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11:24:00 PM
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Onde o sublime se junta ao geométrico...
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Anne M. Moor
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sábado, 27 de março de 2010
Ardente
a fé
a vida
o coração
Estrela da Terra
Dori Caymmi e Paulo César PinheiroPor mais que haja dor e agonia
Por mais que haja treva sombria
Existe uma luz que é meu guia
Fincada no azul da amplidão
É o claro da estrela do dia
Sobre a terra da promissão.Por mais que a canção faça alarde
Por mais que o cristão se acovarde
Existe uma chama que arde
E que não se apaga mais não
É o brilho da estrela da tarde
Na boina do meu capitão.E a gente
Rebenta do peito a corrente
Com a ponta da lâmina ardente
Da estrela na palma da mão.Por mais que a paixão não se afoite
Por mais que minh'alma se amoite
Existe um clarão que é um açoite
Mais forte e maior que a paixão
É o raio da estrela do noite
Cravada no meu coração.E a gente
Já prepara o chão pra semente
Pra vinda da estrela cadente
Que vai florescer no sertão.Igual toda lenda se encerra
Virá um cavaleiro de guerra
Cantndo no alto da serra
Montado no seu alazão
Trazendo a estrela da terra
Sinal de uma nova estação
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Udi
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quarta-feira, 17 de março de 2010
Páscoa para designers

Ufaaa, não tem outra coisa que eu pense durante o dia.
Então um pouquinho de design no dia da Pascoa:
Designontherocks
Tentando atualizar o portfólio
Fotografia
Trabalhos acadêmicos
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Carol Dias
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2:06:00 PM
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sábado, 13 de março de 2010
Civilização e barbárie
"O poeta existencialista é aquele que jamais se esquece que esse homem civilizado, urbano, sofisticado, é também um animal. Toda sua animalidade, sua sexualidade, suas patologias, seu espírito predador, carnívoro, tudo isso permanece nesse homem. Sublimado, mas permanece. A qualquer momento pode explodir."
imagem extraída daqui
(ainda pasma com as mortes de Glauco e seu filho e tentando ajudar minha filha a aplacar a tristeza pela perda do amigo Raoni)
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Udi
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11:08:00 AM
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Fim de semana

Cansado de vagar
e posto
a divagar
(inspirado no poema da Anne)
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Flavio Ferrari
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9:02:00 AM
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sexta-feira, 12 de março de 2010
Tchau Glauco e Raoni... see you!
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Udi
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6:59:00 PM
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domingo, 28 de fevereiro de 2010
MINICONTO
Fui visitado por um amigo (http://jefhcardoso.blogspot.com) no meu blogue e, ao retribuir a visita, deparei-me com o conceito de Miniconto.
Buscando na Wikipédia, li:
O guatemalteco Augusto Monterroso é apontado como autor do mais famoso miniconto, escrito com apenas trinta e sete letras:
Quando acordou o dinossauro ainda estava lá.
Assim como o estadunidense Ernest Hemingway é autor de outro famoso miniconto. Com apenas vinte e seis letras, mas por trás das quais há toda uma história de tragédia familiar:
Vende-se: sapatos de bebé, sem uso.
Achei interessante para preencher aqueles tempos mortos em que se está “a pensar na morte da bezerra”, como por cá dizemos.
E é este o meu primeiro Miniconto:
Tempos mortos a pensar na morte.
O meu desafio é para todos os frequentadores do Prozac:
Publiquem aqui os Minicontos se querem ter muitos e atentos leitores.
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A.Tapadinhas
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12:35:00 PM
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