domingo, 10 de maio de 2009

Casamento e maternidade

[Postado por Flavio Ferrari]


O deus da morte e a mulher arguta

Uma história da Tradição Hindu


No tempo da Antiga Índia, havia dois reinos vizinhos Em um deles, o rei se preocupava com filho único. Havia chegado à idade de casar e, no entanto nenhuma moça o interessava.
O príncipe só pensava em jogos, caçadas e orgias.
No outro reino, o outro rei se preocupava com sua filha única, ela não pensava em se casar, só pensava em seguir uma vida religiosa e em agradar aos deuses.
O rei, pai da princesa chamou um sábio ermitão e pediu conselhos.
- Majestade! Sua filha,se casará com um príncipe, mas ele morrerá dentro de um ano após o casamento, o sogro de sua filha será destronado e Vossa Majestade ficará cego.
O rei teve ímpetos de matar o sábio, mas se conteve.
O outro rei ficou sabendo da beleza da filha de seu vi,zinho e de acordo com os costumes da época pediu a mão da moça para o seu filho.
Os jovens se apaixonaram e por um tempo viveram felizes, porém a profecia foi se cumprindo. Primeiro o pai da moça ficou cego, depois seu sogro foi destronado e a família te,ve de fugir para a selva, vivendo de caça e de frutos silvestres.
Por fim, um javali matou o jovem príncipe. A moça ficou ao lado do corpo de seu marido e de repente, eis que chegou Yama, o deus da morte para levar o falecido.
A moça pediu ao deus da mo,rte;
- Levei uma vida devota, respeitando os deuses e acho que me mereço um pedido. Quero meu marido de volta.
- Peça-me o que quiser. Menos a vida de seu marido.
- Então, quero que meu pai recobre a visão.
- Que isso se cumpra  decretou o deus da mo,rte, e assim foi feito.
Mas a moça continuou a seguir Yama.
- Volte bela mulher. Aonde vou você não pode me seguir. Façamos um trato, atendo mais desejo seu, desde que não seja a vida de seu marido e você volta para a casa de seus sogros.
- Pois bem, e,ntão quero que meus sogros recuperem seu trono e todas as suas posses.
- Que isso se cumpra - ordenou o deus da morte e assim tudo foi feito.
Porém a jovem continuava a seguir Yama.
- Bela mulher, não abuse de minha paciência, volte e satisfarei mais u,m desejo seu, desde que não seja a vida de seu marido.
-Desejo então que a descendência de meu marido seja tão numerosa quanto as estrelas do céu.
- Que isso se cumpra- ordenou o deus.
Imediatamente Yama se deu conta no logro em que caira. Porque para,que a descendência do marido da moça fosse mais numerosa que as estrelas do céu, ele deveria voltar à vida.
Yama riu e gargalhou da peça que sofreu.
- Bela mulher, desta vez você me enganou. Nos veremos no futuro e então não serei enganado.
E assim a b,ela princesa voltou com seu marido para o palácio de seu sogro, tiveram muitos filhos e o casal pode conhecer seus netos e bisnetos.

(texto extraído do site www.octopop.com)

12 comentários:

Udi disse...

Feliz dia das mães procê... o restante (e justificativa) do recado tá lá em comentário no Arguta.
bj

Ernesto Dias Jr. disse...

Você tem aí o e-mail desse tal de Yama?

A.Tapadinhas disse...

Só quero saber o resto da história quando a princesa e Yama se voltarem a encontrar...

Abraço.
António

Walmir Lima disse...

E 'o deus da morte' virou 'o deus da vida'.

Moral da história:
Mulher quando quer...

Walmir Lima disse...

E 'o deus da morte' virou 'o deus da vida'.

Moral da história:
Mulher quando quer, engana até divindade.

Avassaladora disse...

Interessante, Flávio.
Saber usar a inteligencia na hora certa... Uma mulher arguta é capaz de grandes proezas, até enganar o deus da morte...

Udi, beijos!!!!1
Por que saistes correndo lá do meu blog? rsrsrsrsrsrsrs

Anne M. Moor disse...

Será que enganou a divindade ou simplesmente usou a inteligência que Deus lhe deu?

Anne M. Moor disse...

Ser mãe e ser mulher são 2 coisas que se atravessam na vida. 2 coisas diferentes e ambas maravilhosas...

Parabéns às mães que souberam ser mulheres e às mulheres e aos homens que souberam ser mãe e/ou pai.

Beijos

Ti disse...

O destino sempre em nossas mãos...

Walmir Lima disse...

Anne,

Inteligência dela, sim. enganar uma divindade? Duvido.

Isto me está parecendo uma versão Hindu da deusa grega milenar Maya (e 'Yama' seria uma corruptela de 'Maya'), a deusa da fertilidade.
Daí veio o nome do mês de Maio, período do amor, das mães, do casamento, da fertilidade.
E foi por causa da 'conversinha' sobre a descendência numerosa (fertilidade) que a deusa (e não deus) Yama 'caiu' no papo da 'doce' princesinha.

Nossa, estimulou até a fertilidade mental.

C. disse...

Manda o Yama passar aqui em Viena, tô precisando de uma ´forcinha` para meu patrimônio genético hohoho

Agora tendi, cê tava escrevendo esse texto quando deu aquela passadela relâmpago no meu blog.

Érica Martinez disse...

hum? driblar o destino?