sexta-feira, 20 de junho de 2008

TELEMÓVEL

[Postado por A.Tapadinhas]


Grande Prémio 9.º Porto Cartoon World Festival

A expressão corporal mais do que uma ferramenta de comunicação é uma linguagem que utilizamos para transmitir de uma maneira mais forte a nossa mensagem. Já repararam que a falar ao telemóvel falamos como se o nosso interlocutor estivesse a ver-nos?
Hoje de manhã fui comprar o jornal, com um sorriso a espelhar a felicidade que sinto, com o nascimento do meu neto. Talvez por isso, mais atento às pessoas com quem me cruzava. Foi aí que reparei numa discussão que uma jovem estava a ter com o seu telemóvel. Falava contida, ainda tinha a noção do sítio onde estava, a sua face congestionada, vermelha, e o seu dedo indicador em riste sublinhava cada palavra, o seu interlocutor não via, andava em pequenos círculos, como uma fera enjaulada.
Falando pessoalmente, sentimos às vezes que uma pessoa está a dizer uma coisa, mas o corpo está a dizer o seu contrário.
Como se transmitem emoções ao telemóvel? As palavras chegam?

21 comentários:

Anne M. Moor disse...

O tom de voz, a maneira de dizer e o vocabulário 'escolhido' no calor do momento...

PARABÉNS pelo neto!!!! Que felicidade...
Beijos expressivos :-)

Raquel Neves de Mello disse...

Não deve haver estatísticas, mas estou certa de que os mal-entendidos aumentaram após os celulares e os e-mails. A comunicação é tão fácil e rápida que certamente é truncada. Há emoção, mas o outro só consegue intuí-la. Isso, quando a intuição também não se perdeu em tanta rapidez.

Raquel Neves de Mello disse...

Parabéns pelo netinho!
Quando vamos ver as fotos dele? Pode postar aqui, mandar por e-mail ou por celular.
Que maravilha tanta tecnologia de comunicação!

Jorge Lemos disse...

Talvez fera se torne todo
aquele que tem medo de
perder.
Abraços António

Jorge Lemos disse...

Que um belo futuro esteja reservado
ao neto que veio.
Parabens pela sua eternidade.

A.Tapadinhas disse...

Anne: A cada momento vejo o pequenito e a sua mãe com os olhos a vigiá-lo... Só isso é lindo, mas é a minha filhota e meu neto! Não há superlativo absoluto simples ou composto que o defina...
Beijo.
António

A.Tapadinhas disse...

Raquel: Deves ter razão! Mas tem uma vantagem: também se pode ser rápido a desfazer enganos...
Beijo.
António

A.Tapadinhas disse...

Raquel: Já viu, rima com Rafael? Pode ver a cara dele no meu blogue. Aviso já: não acorda o menino, não...
Beijo.
António

A.Tapadinhas disse...

Jorge Lemos: Sabe que a expressão corporal evita muitas lutas de morte... entre os animais... Entre nós, não vale nada: a guerra é carregar no botão, a discussão não é cara a cara, o que torna tudo mis robotizado e, por isso mesmo, mais perigoso, não acha?
Abraço.
António

A.Tapadinhas disse...

Jorge Lemos: Acho que todos temos pedaços de eternidade que conservamos... e outras que deixamos de herança! Obrigado, amigo.

António

Suzana disse...

Um neto!
Como já disse ao Walmir:
- Herança bendita!
Parabéns!

bjs

Angela disse...

Antônio,
Parabéns pelo Rafael!
A gente tem nos filhos a oportunidade de exercitar o nosso amor incondicional, de aprender o que é o "amar pra sempre".
Com os netos, imagino, é o prazer do que se aprendeu.

Se as palavras chegam?
Sei é que dependendo do "calor" do momento elas saem, mas nem sempre chegam.
As tuas sempre chegam!

A.Tapadinhas disse...

Suzana: É uma herança muito especial, porque tem dois sentidos: damos e recebemos...
Beijo.
António

A.Tapadinhas disse...

Angela: Obrigado pelas tuas palavras. Ainda não sei bem como é ser avô: sei que é boooom! O resto... Acho que não tem manual...
Beijo.
António

Anne M. Moor disse...

Assim como não o tem para ser mãe e pai né????
Beijos de bom final de semana e bjinhos no Rafael

Flavio Ferrari disse...

O primeiro comentário que me veio à cabeça foi "mas fazem isso em Portugal, pá ?"
Entretanto, como não quero perder o amigo, perco a piada.
Quanto ao episódio em questão, creio que a rapariga esteja treinando para a chegada do telemóvel com tecnologia 3G.

A.Tapadinhas disse...

Anne: ...E ainda bem! Assim, cada um faz à sua maneira! Fica muito mais divertido...
Bom fim-de-semana.
Beijo.
António

A.Tapadinhas disse...

Flavio: Cara inteligente: dizendo o que queria, não perdeu uma, nem outra coisa...
:)
Abraço.
António

Walmir Lima disse...

Eu considero o celular um dos maiores responsáveis pela minha aproximação com o mundo - de uma certa maneira, uma inclusão.
Imprescindível, hoje, no meu trabalho.
Mal-entendidos que fiquem muito bem entendidos, com o celular.
Quanto ao Rafael, fiz uma singela, mas sincera, homenagem a ele e ao doce vovô - aqui mesmo no Prozac, que é para todo mundo ver.
Abraços e parabéns Sagitárianos.

A.Tapadinhas disse...

Walmir: Sagitário é mesmo assim: aproveita todas as oportunidades para dizer o que lhe vai na alma! Já agradeci suas gentilezas. Fico assim meio sem jeito... Um dia, quem sabe, leva um abraço a sério...
Até lá!
António

Érica disse...

ora, jisuis! meu chefe diz que algum dia ele vai amarrar minhas mãos só para ver se eu conseguirei falar alguma coisa... é por isso que meu 'telemóvel' quebra toda hora... Será que a rapariga tinha ascendência italiana?