domingo, 13 de abril de 2008

Disparadores de emoções

[Postado por Flavio Ferrari]

Estive pensando nesse final de semana ...
Engraçado como associamos algumas coisas (cenas, objetos, músicas, cheiros) a emoções ...
A gente escuta uma música, ou sente um cheiro, ou percebe um gesto, e volta a sentir aquilo que sentiu, em algum momento marcante da vida, quando aquele mesmo estímulo esteve presente. Não necessariamente se lembra do que aconteceu. A emoção bate primeiro.
Uma coisa assim meio Pavloviana, incontrolável.
Nenhuma novidade, não ?
Mas não me canso de me surpreender com isso...

14 comentários:

Ti disse...

É por isso que sigo em dúvida sobre o que é a realidade...

Se somos capazes de sentir as mesmas emoções, seja na sua intensidade, seja apenas na sua característica, através de lembranças ou apenas estímulos...

Quando será que realmente vivemos a realidade de um acontecimento?

Talvez em vários momentos...

Angela disse...

Nossa, com a música então...parece que volta tudo.

Ti,
A emoção é real, já a realidade é sempre influenciada pela emoção...
Vou pensar mais sobre isso.

ANA disse...

Son registros archivados en nuestra mente, olores, sabores, una melodía...de pronto nos trasladan a una sensación pasada y esa a su vez, nos regala otra que por segundos nos colma durante instante y nos hace felices. Es un regalo inesperado.
. . . . . . . . . . . . . . . . . .São registros archivados em nossa mente, cheiros, sabores, uma melodia...de repente transladam-nos a uma sensação passada e essa a sua vez, presenteia-nos outra que por segundos nos colma durante instante e nos faz felizes. É um presente inesperado.
Beso,
ana

A.Tapadinhas disse...

Flavio: Fui oficial ranger em Angola, na guerra colonial. Já em Lisboa, andando na rua, um carro passou, fez um rater e dei por mim no chão em posiçâo de disparar... A minha mulher, que estava a meu lado, não queria acreditar no que tinha visto... É mesmo incontrolável...
Abraço.
António

disse...

Isso chama-se memória celular: você lembra sentindo....
Maravilhosa complexidade da criação.
Bjo.

disse...

Recadinho pra Érica(sobre conversas recorrentes):
Por essas (e por outras) que eu digo que quando se ama uma vez , ama-se sempre....


PS:obrigada Flávio pelo espaço compartilhado.

Anne M. Moor disse...

Cheiros trazem atona realidades boas e ruins e, mesmo as ruins nos fazem lembrar coisas boas...

Érica disse...

As memórias que incluem lembrança de odores têm tendência para serem mais intensas e emocionalmente mais fortes. Um odor que tenha sido encontrado só uma vez na vida pode ficar associado a uma única experiência e então a sua memória pode ser evocada automaticamente quando voltamos a reencontrar esse odor. E a primeira associação feita com um odor parece interferir com a formação de associações subsequentes (existe uma interferência proactiva). É o caso da aversão a um tipo de comida. A aversão pode ter sido causada por um mal estar que ocorreu num determinado momento apenas por coincidência, nada tendo a ver com o odor em si; e, no entanto, será muito difícil que ela não volte sempre a aparecer no futuro associada a esse odor."

Érica disse...

OBS 1: Lú, pois estava eu a quebrar minha cabeça no Wikipedia para lembrar que memória seria essa... Obrigada! Você, sempre muito rápida

OBS 2: do meu ainda parco conhecimento, relacionei esse tipo de sensação ao "Eterno retorno" de Nietzsche (ask me what's my obsession... rsrs), vou pesquisar, volto depois.

OBS 3: A.M.O perfumes. Amo esse momento em que um breve cheiro passa e um intenso passado retorna... Que sá vontade de ficar aspirando, aspirando e se alimentando de lembranças...

Jazz, YSL - perfume da pré-adolescência e trilha olfativa para o post.

Bjooo

Gui Ferrari disse...

TRILHA OLFATIVA! HAHAHAHA

enfim, pode ser lugar comum (o post) mas não deixa de ser verdade. as vezes precisamos voltar para lugares que já fomos para entender melhor. esse pra mim foi o propósito do post (o de relembrar o tema, que já deve ter sido pensado por todos aqui). e ainda tem a graça de falar exatamente sobre memórias.

beijooooo!!! te vejo aqui em casa!

Suzana disse...

Memorias memoràveis( redundante!):
- O cheiro de marcela do meu travesseiro quando ainda bebê);
- O cheiro das bonecas de vinil dos anos 60;
- O cheiro de terra no inicio da chuva;
- O cheiro da maresia;
- O cheiro de minha filha quando bebê;

Flavio Ferrari disse...

Suzana:
A não ser que você tenha uma irmã gêmea chamada Marcela, o cheiro era de macela (Achyrocline satureioides) uma erva utilizada para travesseiros por seu efeito calmante.

Suzana disse...

Todos estão errados :
-A macela (Achyrocline satureioides) é uma erva da flora brasileira também conhecida por ... Popularmente, em algumas regiões, é também chamada de "marcela". ...

bjs

A voz do povo é a voz de Deus!
Pelo menos é o que dizem.

Suzana disse...

Pensando bem, bem que gostaria de uma irmã gêmea.
Postaria em dupla.
bjs