terça-feira, 29 de abril de 2008

TANTO MAR, PÁ!

[Postado por A.Tapadinhas]


"Portugueses e brasileiros têm muito a comemorar. Nós, pelo passado comum, a beleza do idioma, traços do nosso carácter que nos fazem diferentes em qualquer canto do mundo. Eles, pela descoberta de um país-continente que lhes perpetua a língua e a beleza dos costumes.
Somos, ambos, maravilhosos. Falta, apenas, descobrirmo-nos."

Angela Dutra de Menezes
in O Português que nos Pariu
Comecei com este livro às 10 da manhã. Acabei há pouco de o ler. Confesso que peguei nele, com um certo receio: temos muitos telhados de vidro...
No prefácio abri um sorriso, que não deixei, até ler as suas últimas palavras, porque "certas ocasiões exigem solenidade", mesmo que seja com um sorriso nos lábios.
Uma boa maneira de recordar/aprender a nossa história comum.

11 comentários:

udi disse...

com o 25 tendo acontecido há poucos dias e essa cara de menino do Chico... será que dá saudade? acho que não.
melhor agora, que estamos a nos descobrir (usando uma construção totalmente lusitana, né?)

Anne M. Moor disse...

Quero ler... Tão bom enfiar-se num livro e só sair ao ler a última frase! Faz tempo que não faço isso... Somos ambos maravilhosos mesmo. Me incluo no 'nós', mesmo sendo apenas naturalizada. Brasileira por escolha e de coração!

Raquel Neves de Mello disse...

Já eu sou brasileira nata e descendente de portugueses. Acho que é por isso que gosto tanto de doces.
Lindo o video. E emocionante.

A.Tapadinhas disse...

Udi: Como diz a Angela, precisamos conhecer quem nos pariu, dispensando o analista, para arranjar o jeitinho de nos conhecermos melhor.

A.Tapadinhas disse...

Anne: Comigo já há muito tempo que não acontecia. Tu apenas és a excepção que confirma a regra, que diz que bisavô português é igual a carro a álcool: todo o mundo tem um. Brasileira por escolha do coração é tão importante como por nascimento: amigos, podemos escolher, família não...
Beijo português.
António

Angela disse...

Por aqui também já murcharam nossa festa, pá.

Sei que há leguas a nos separar, mas...tanto mar, tanto mar a nos unir.

A.Tapadinhas disse...

Raquel: Uma ordem de dom Manuel orientava os colonizadores para misturar o seu sangue ao sangue de todos os povos. Talvez não fosse pelos melhores motivos ou ideologias, mas as ordens foram cumpridas...
Beijo de irmão.
António

A.Tapadinhas disse...

Angela: Desde o início, o mar que nos separa, sempre serviu para nos unir. Quando um dos países tem um problema NOVO (problema tem sempre!), cruza o Atlântico, num sentido ou noutro, e aguarda que o tempo o resolva. E tem resultado...
Beijo.
António

Raquel Neves de Mello disse...

Antonio, me deu uma vontade de conhecer Portugal. Ja andei por metade da Europa, mas nunca estive na terrinha. Vou colocar essa viagem na minha lista de prioridades (assim que arrumar emprego, claro!).

Gui Ferrari disse...

pode soar besta, mas a primeira coisa que fiz sozinho em Portugal foi passar em uma padaria. fui com meus avós para a Europa e quando chegamos em Portugal estavamos muito cansados. Em um certo momento que meus avós ficaram no quarto descansando saí do hotel e fui a uma padaria. Era véspera de copa do mundo e depois de uns 10 minutos por lá já estava conversando com todos da padaria! Adorei e quero ir de novo! aliás! minha namorada esta por ai António! ela fará várias apresentações com sua compania de teatro! a peça é "O Auto da barca do Inferno". a montagem é bem bacana. assim que eu falar com ela pergunto onde e quando serão as apresentações para te passar!

abraço brasileiro!

Gui Ferrari disse...

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