quinta-feira, 10 de abril de 2008

Reaperecimento repentino.

[Postado por Gui Ferrari]

Reapareci! quem diria, ein? Acabei de ler uma matéria no jornal sobre um livro de um cara que fala sobre amor. "Uma história de amor... com final feliz!" de Flávio Gikovate, um psiquiatra fala sobre como o individualismo pode salvar o amor em um relacionamento. Em uma reportagem para a folha ele disse uma coisas interessantes:

"o individualismo não é egoísmo. O egoísta gosta de turma, porque é ai que encontra um generoso para "mamar na teta". O generoso também não é individualista porque tem a necessidade de dar. O individualismo resolve o dilema entre o egoísmo e a generosidade"

"meu livro tem dois finais: um é ficar sozinho; outro, bem acompanhado. Ambos representam a vitória da individualidade."

então a folha pergunta: "como o sexo ocorre nesse amor que parece amizade?" (as perguntas da folha sempre me surpreendem em sua... sua.... bem, digam-me vocês...)

ele então responde:
"isso é um problema porque, em nossa cultura, o sexo vai melhor quando há briga. As pessoas gostam mais de transar com inimigos do que com amigos. isso mostra como precisamos avançar no entendimento da questão sexual. ainda é preciso inventar um erotismo que não seja comprometido com a vulgaridade e violência. para superar isso, é preciso ser criativo e entender que as leis da atração sexual não são as mesmas das relações afetivas de boa qualidade. Na hora do sexo, talvez seja necessário mudar o canal, no qual o outro tem de deixar de ser o parceiro sentimental para ser outro. É assim que os casais que se amam de verdade descobrem estratégias para que o sexo flua."

gente, sobre essa última resposta dele, eu fiquei um pouco confuso. não sei se é culpa da redatora, porque em geral eles da folha mudam o que falamos as suas reportagens, mas achei esquizito.

enfim, é isso. DICA MUSICAL DESSA POSTAGEM: Triálogo (trio de jazz, não tão dificil de encontrar tocando por ai. Baterista chama-se Pérsio, muito muito bom, a pianista chama-se Débora, a melhor pianista de jazz que já conheci, e o baixista chama-se Itamar Colasso, já com alguma fama pois hoje em dia substitui o ex-baixista do zimbotrio. mais informações, me pergunte!!!!)

beijos e abraços!

9 comentários:

Flavio Ferrari disse...

Bela volta, Gui ...
Essa questão do "indivíduo" é fundamental para a vida.
Creio que a "culpa" pela confusão do último parágrafo é de ambos.
O Gikovate gosta de "demonstrar" sua inteligência e a Folha, como você bem disse, é a Folha ...

A.Tapadinhas disse...

Uma verdadeira história de amor, que não acabe com a morte do amante e de um, de preferência, dos dois apaixonados não é uma verdadeira história de amor. Se Romeu e Julieta, tivesse um final do género... e viveram felizes para sempre, já ninguém se lembrava deles! Olhem só as aberturas dos telejornais...
Abraço.
António

É! disse...

"ainda é preciso inventar um erotismo que não seja comprometido com a vulgaridade e violência."
acho que alguém precisa contar pra ele que isso JÁ existe...
Na hora do sexo, talvez seja necessário mudar o canal, no qual o outro tem de deixar de ser o parceiro sentimental para ser outro. É assim que os casais que se amam de verdade descobrem estratégias para que o sexo flua."
QUÊ?? Também ninguém contou à ele que existe uma história de que sexo é sempre bom, mas com amor é muito melhor?!

Gui Ferrari disse...

eu vou ter que concordar com a É. Ficou muito esquizito esse negócio de trocar de canal... Mas a temática do indivíduo se bastar no amor eu sempre achei válida.

ANA disse...

Pero si "babuska" es abuela!!!!
. . . . . . . . . . . . . . . . . .
mas se babuska é avó!
Un beso,
ana.

Anne M. Moor disse...

Y Ana, las abuelas también viven. hahahahahaha

Gui Ferrari disse...

era pra mim estar completamente perdido na conversa dessas duas ou o que? ahhahahaha

Anne M. Moor disse...

Não Guizinho! Olha o post anterior hahahahahahaha

Angela disse...

Interessante é o "indivíduo".
O "individualismo" pode acabar em isolamento...final feliz?
Quanto ao Gikovate...Érica, liga pra ele!
Achei um vídeo do Triálogo, super-dica!
E "super-reaparecida"!