sábado, 4 de agosto de 2007

CHEGANDO DE MANSINHO

[Postado por Maria]

Estive ausente por vários motivos, mas não via a hora de poder postar aqui. Para os amigos aqui vai o começo de uma história


E finalmente a mulher encontrou o abrigo que esperava. Abriu a porta lentamente e entre as fugentas raias de luz tapadas de bolinhas de pó flutuantes foi acomodando o olhar para as sombras e as silhuetas cobertas de um unico tom. Era o momento de receber cada recanto de encanto e descobrir entre as sombras as cores esmaecidas. Tirou o cachecol e recoureu os olhos pela sala encontrando num canto a madeira adormecida, juntou-as com engenho na lareira, correu à rua e catou gravetos enchendo a parte da frente do poncho como se fosse saco. Arrumou os pequenos pedaços entre os espaços entrelaçados de tal forma que apenas ao primeiro toque do fogo se fez a fogueira iluminando o lugar em luzes vermelhas e amarelas. Sentou-se na cadeira de balanço bem em frente ao fogo, estendeu as pernas e buscou aquecer os pés enrregelados. A respiração lhe saia ainda entrecortada pelo frio e pela dor do esforço de ter chegado ali.

7 comentários:

Anne M. Moor disse...

E agora, minha amiga, sossego e paz. E vida pra frente...
Que sejas bem vinda a este Café delicioso que tem café, um pouco de leite, creme, as vezes uma pitada de whiskey para o Irish Coffee e muita amizade e amor. Aproveita.
Beijão

É! disse...

E uma cervejinha nos dias de calor!
Podemos compartilhar da sua lareira?

Walmir Lima disse...

No caminhar da vida, cada chegada é uma conquista, e cada conquista um novo caminhar.
Que bom que voltastes para o nosso, trazendo o lindo presente do teu belo estilo.

Maria disse...

A Lareira sempre é convite para sentar, com uma caneca de café quente na mão e muita vontade de estar junto com os amigos.

Angela disse...

De mansinho e tão aconchegante!
Seja bem-vinda!

Ti disse...

Adorei a sua chegada!!

Tô até me sentindo mais quentinha, apesar do frio...

Flavio Ferrari disse...

É impressionante como acender uma lareira pode ser tão poético através do seu olhar ...